16 de setembro de 2016

Charliton negou na CBN João Pessoa que seja “laranja” do governador

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Petista foi sabatinado na CBN (foto: Angélica Nunes)

Angélica Nunes

Professor Charliton negou que a agência que faz a publicidade institucional do governo do Estado esteja conduzindo a propaganda de sua campanha. “Não conheço ninguém dessa empresa, para dizer a verdade”, afirmou o petista ao garantir que contratou uma empresa de Natal para a produção do seu guia eleitoral no rádio e TV. Apesar da aliança do PT com o governador Ricardo Coutinho no âmbito estadual, o petista negou que sua candidatura seja apenas uma ‘laranja’ da campanha da candidata Cida Ramos (PSB), devido à plataforma “siamesa”. “Nossa campanha é propositiva e talvez esteja incomodando muito. É uma campanha com vocação militante, divergindo de todos os candidatos, inclusive da candidatura do PSB”, afirmou.

“Pátria educadora”

A entrevista foi aberta pelo jornalista Suetoni Souto Maior, que questionou o candidato sobre o descumprimento do projeto de Pátria Educadora, prometido pela ex-presidente Dilma, que ele pretende praticar na capital. Charliton disse que, no que pese o contingenciamento enfrentado pelo governo federal, Dilma manteve todos os programas essenciais. “Não podemos ficar de braços cruzados esperando um programa de cima para baixo, que venha do governo federal. Temos que enfrentar o analfabetismo e a evasão escolar. Não adianta a criança estar na escola. Ela precisa de qualidade na aprendizagem. Temos que sair do 5,39% para 10% de investimentos na educação, sair de R$ 90 milhões para 180 milhões de investimentos em programas que são fundamentais”, comentou.

Rompimento com Cartaxo

Já Laerte Cerqueira, indagou o petista sobre fazer críticas à gestão de Luciano Cartaxo (PSD) apenas quando o prefeito deixou o PT. Charliton negou que tenha sido omisso nas críticas a gestão do ex-correligionário e revelou que teve dificuldades em dialogar com Cartaxo a partir do momento em que ele se aproximou do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), após ele ter sido derrotado nas eleições de 2014. “Demandei todos os esforços para que a gente não fizesse aliança que estava na contramão do nosso projeto nacional, mas lamentavelmente as relação foi se tornando mais estreita com os setores que perderam a eleição anterior”, disse, acrescentando que em quase três anos tivemos uma única reunião do PT com o prefeito, o que provocava desconforto com o partido. “O programa foi vitorioso, mas foi abortado pelo governo Cartaxo”, completou.

Concessão dos ônibus

Dentre os planos do petistas respondido no bloco de perguntas dos ouvintes, destaque para a revisão do modelo de concessão pública para o transporte público da capital. “Queremos cobrar que ela cumpra de forma rigorosa aquilo que a população precisa. Pretendemos renovar as concessão abrindo para outras empresas que possam melhor prestar o serviço”, afirmou.