21 de setembro de 2016

No JPB, Romero garante que casas do Aluízio Campos vão ser entregues no próximo ano

O prefeito de Campina Grande e candidato à reeleição, Romero Rodrigues (PSDB), disse que as casas do Complexo Habitacional Aluízio Campos vão ser entregues no próximo ano. O tucano deu as declarações durante entrevista concedida ao JPB 1ª edição, da TV Paraíba, realizada nesta quarta-feira (21). O prefeitável também respondeu questionamentos relacionados às contas da Secretaria Municipal de Saúde, que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE) e sobre o aumento no número de contratados na prefeitura.

Uma das marcas da gestão de Romero Rodrigues tem sido a construção do Complexo Habitacional Aluízio Campos, considerado um dos maiores do Brasil. Questionado sobre o fato de ainda não ter entregado nenhuma casa e nenhum equipamento público do complexo, Romero explicou que a entrega está prevista para o próximo ano, e que seria irresponsabilidade entregar as residências justamente no período eleitoral. “A previsão de entregar é no próximo ano, de forma responsável, criteriosa, obedecendo as normas com que recomenda o Governo Federal e a legislação específica. Nós introduzimos, inclusive, que as mães que tiverem bebês com microcefalia, em Campina Grande, vão ter acesso.

Ainda sobre o Aluízio Campos, o tucano reconheceu que grande parte dos recursos destinados para a obra são provenientes do Governo Federal, mas que foi uma iniciativa de sua gestão, com a aplicação de recursos próprios e criticou o Governo do Estado por não iniciar a construção da adutora no local. “Nós compramos uma área de 800 hectares, das quais 100 foram destinadas para a implantação dessa cidade, porque nós estamos falando de uma cidade que já nasce maior do que 180 municípios Paraibanos, com três creches, duas escolas, dois postos de saúde, duas praças com academia e um CRAS. Claro que falta a infraestrutura, porque até a adutora formos nós da prefeitura que licitamos e estamos iniciando a construção, que era responsabilidade do Governo do Estado”, pontuou Romero.
Contas rejeitadas

Questionado sobre os motivos da rejeição das contas da Secretaria Municipal de Saúde por parte do TCE, o prefeitável justificou dizendo que ocorreu uma falha na contabilidade. “Foi uma questão de contabilidade, até porque o próprio Tribunal facultou a Secretaria Municipal de Saúde pra solicitar exatamente esclarecimento sobre as questões eminentemente contábeis, que já foram apresentadas para reanálise. A reconsideração está caminhando dentro do processo normal”, explicou o candidato.

Contatação de servidores

Romero também foi questionado sobre o alto número de contratações de servidores na área da saúde durante sua gestão e respondeu que os motivos foi optar pela contratação direta, sem terceirizações. “Antes, todos os servidores da prefeitura que eram prestadores de serviços, eram contratados através da Maranata. Nós fizemos a contratação direta porque além de baratear os custos, é mais transparente”, disse.

Municipalização de hospitais

O tucano também lembrou da municipalização de hospitais durante sua gestão. “Municipalizamos o Hospital Pedro I, o Doutor Edgley e agora, recentemente, municipalizamos também a AACD, porque nós adotamos o modelo de gerir diretamente os recursos do SUS. Estou muito tranquilo que fizemos da forma correta”, frisou.

Concursos públicos

O candidato também teve que responder ao fato de não ter realizado os concursos públicos em detrimento das contrações de prestadores comissionados e respondeu que realizou concursos na saúde e educação. “Nós fizemos concurso na educação, na saúde para fiscais de tributos que tinha sido feito há mais de 20 anos, na cidade. Contratamos, através de concurso, 130 para a educação. Só que nós nos deparamos também com algumas situações. Compra e municipalização do Hospital Pedro I, optamos por contratar as pessoas que já trabalhavam lá, por toda uma experiência”, explicou.
Crise hídrica

Mesmo sendo uma responsabilidade do Governo do Estado, através da Cagepa, o abastecimento de água, em Campina Grande também foi um dos temas da entrevista. O tucano garantiu que tem realizado ações suplementares para ajudar a amenizar os efeitos da falta de água e citou a perfuração de poços e construção de cisternas. “Construímos mais de 600 cisternas na zona rural. Recuperamos e construímos centenas de açudes na zona rural. Compramos uma perfuratriz com recursos da prefeitura e perfuramos poços priorizando os espaços públicos que atendem demandas internas e externas”, pontuou.

Segurança Pública

Um dos principais problemas enfrentados em Campina Grande tem sido o aumento da criminalidade e a sensação de insegurança da população. Também sendo responsabilidade do Governo do Estado, o questionamento feito ao candidato foi de que forma o município poderia ajudar a combater casos de violência e diminuir a criminalidade. Romero disse que destinou a guarda municipal para trabalhar em locais sugestivos, como o terminal de integração e evitar violência nessas áreas.

Próximas entrevistas

Os próximos candidatos entrevistados serão David Lobão (PSOL), nesta quinta-feira (22); Adriano Galdino (PSB), na sexta-feira (23); e Walter Brito Neto (PEN), no sábado (24).

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