21 de setembro de 2016

Victor quer transporte gratuito nos moldes do SUS em João Pessoa

victor-hugo-na-entrevista-do-jpbAngélica Nunes

Defensor da quebra do monopólio do transporte público, o candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSOL, Victor Hugo, negou que a proposta seja um discurso demagogo para garantir o voto dos eleitores usuários de ônibus na capital. O candidato foi entrevistado nesta quarta-feira (21), durante entrevista no JPB 1ª Edição, da TV Cabo Branco, e tratou de outros temas polêmicos, como liberação do aborto, do Uber e de retirada de ambulantes das vias comerciais do Centro de João Pessoa.

Victor Hugo disse que a questão da quebra do monopólio, inclusive com passe livre aos carentes, não tem dano ao erário. O candidato lembrou que em 1988 se discutia o direito à saúde pública gratuita e universal, era questionado de onde sairia o dinheiro. “Aprendemos a usar a questão orçamentária. Temos que abrir a mente de que o transporte público de qualidade é tão importante quanto a saúde”, afirmou.

Transporte alternativo e UBER

“A questão toda é que não conseguimos a regulamentação de algumas questões”, defendeu Victor Hugo ao ser questionado pelo apresentador Bruno Sakauê e o comentarista político Laerte Cerqueira. Para o candidato, não tem condições de apoiar qualquer serviço sem regulamentação, para que os prestadores paguem os impostos devidos, assim como é cobrado dos taxistas. “Da forma como está hoje eu sou contra”, sentenciou.

Falta de experiência

Apesar de não ter experiência como gestor, o servidor público, que foi presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Paraíba, afirmou estar preparado para administrar a capital paraibana. “Discutimos questões orçamentárias e políticas ao participar do Fórum de Servidores. Isso trouxe um leque de experiência muito grande da máquina estatal”, comentou.

Revitalização do Centro Histórico

O candidato do PSOL defendeu que a área do Centro Histórico da capital seja ocupada pelas mais de 60 ONGS e pessoas que trabalham na para sem qualquer assistência do governo. “Tem um planejamento que o PSOL se baseou de criação de Secretaria de Cultura para que a cultura funcione”, disse. Outra opção apontada por Victor Hugo é que os prédios abandonados e que ameaçam cair sofram intervenção direta da prefeitura. “As discussões que têm sido feitas é com os moradores sem tetos, que acham que têm ocupar os imóveis que ninguém sabe quem são os donos”, explicou.

Escolas em tempo integral

Questionado sobre de onde pretende tirar o dinheiro para ampliar o número de escolas em tempo integral, já que o custo seria alto,Victor Hugo disse que existe a estrutura e o orçamento para isto, o que falta é a melhor utilização dos recursos disponíveis. “tem que haver vontade política para fazer isso. Se a gente tem vontade de mudar, tem que ter firmeza”, defendeu.

Legalização do Aborto

Victor Hugo disse que não possível fugir à realidade de que existe aborto no Brasil e que ele é feito de forma clandestina, o que acaba provocando a morte de muitas mulheres ou as deixando com sequelas. “A mulher tem que ter sua decisão e o estado tem que assisti-la nesse sentido. O que não pode é a gente tapar o sol com a peneira, fingindo que isso não existe, até porque são as pessoas mais pobres quem mais sofre com esse problema”, afirmou.

Governabilidade

Para compensar a falta de alianças de outros partidos, sobretudo no legislativo municipal, caso seja eleito, o candidato do PSOL disse que vai recorrer à população para pedir o apoio na votação de propostas de interesse social. “Tem vários resultados em que quando há conflitos entre executivo e legislativo, a população pressiona e aquele problema é resolvido”, argumentou.

Retirada de ambulantes

Cobrado sobre uma solução para ocupação desordenada de ambulantes pelas calçadas do comércio da capital, Victor Hugo disse que é um problema que deve ser resolvido com diálogo, do mesmo modo no que se refere à ocupação desordenada de comunidades ribeirinhas, a quem não atribui a culpa pela poluição e degradação do rio.

Novas entrevistas

A série entrevistas com os candidatos a prefeito de João Pessoa no JPB 1º termina nesta quinta-feira (22), com o Professor Charliton (PT).

Debate na TV Cabo Branco

No dia 29 de setembro, os candidatos ficarão frente a frente no tradicional debate das TVs Cabo Branco e Paraíba. Será o último e decisivo confronto de ideias antes das eleições, que acontecerão no dia 2 de outubro. Na capital, o mediador será o jornalista Fábio William (Globo Brasília). Caso haja segundo turno, um novo embate está marcado para o dia 28 de outubro.